Publicado em
28/08/2025
às 09:51
São Paulo
Um laudo da Polícia Civil de São Paulo confirmou que o cavalo mutilado em Bananal, no interior do Estado, ainda estava vivo quando teve as patas cortadas. A perícia apontou que os golpes desferidos pelo tutor, identificado como Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, de 21 anos, causaram hematomas compatíveis com agressões em vida. O caso, ocorrido em 16 de agosto, ganhou grande repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais.
Segundo o delegado Rubens Luiz Fonseca Melo, o tutor usou um facão para decepar o animal logo após uma cavalgada de 15 km, quando o cavalo caiu por exaustão. O laudo foi apresentado nesta quarta-feira (27) e encaminhado ao Ministério Público de São Paulo. “Os ferimentos foram causados quando o animal ainda estava vivo”, afirmou o delegado.
O próprio Andrey confessou que cortou as patas do cavalo mutilado, mas alegou que acreditava que o animal já estava morto. Em entrevista à TV Vanguarda, o jovem disse que estava “embriagado e transtornado” no momento da agressão e afirmou estar arrependido.
A veterinária Luana Gesualdi, que também participou da análise, explicou que a baixa quantidade de sangue no local se deve ao estado de fadiga extrema do cavalo, que apresentava pressão arterial muito baixa. “Quando o animal está em exaustão, os batimentos ficam fracos, por isso há pouco sangramento”, disse.
Além de decepar as patas, o tutor ainda teria golpeado o abdômen do animal. Segundo a polícia, a justificativa apresentada pelo agressor foi que queria facilitar o descarte do corpo em uma ribanceira de difícil acesso.
O caso segue sob investigação, e o laudo pericial reforça que o cavalo estava vivo no momento da mutilação, o que pode agravar a situação criminal do tutor.
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