Sábado, 28 de Março

Caso Luiz Fernando: viúva pega 30 anos e irmã quase 25 por assassinato em Rubiataba

Publicado em 28/03/2026 às 09:32
Populacional Rubiataba

Mais de quatro anos após o crime que chocou a região central de Goiás, a viúva Alyssa Martins de Carvalho Chaves e a irmã dela, Aleyna Martins de Carvalho, foram condenadas pelo sequestro e assassinato do cartorário Luiz Fernando Alves Chaves, ocorrido em Rubiataba.

Alyssa foi sentenciada a 30 anos de prisão, pena máxima prevista, enquanto Aleyna recebeu pena de 24 anos e 11 meses de reclusão. O julgamento foi realizado ao longo de dois dias, 26 e 27 de março, no Tribunal do Júri da cidade.

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Devido à grande repercussão do caso, houve reforço no esquema de segurança durante todo o julgamento. O comandante da 2ª CDPM, 1º Tenente Teles, mobilizou equipes para garantir a ordem, com seis policiais atuando no primeiro dia e sete no segundo.

Após mais de 28 horas de sessão, a sentença foi proferida pelo juiz presidente do Tribunal do Júri, Eliciomar Fernandes da Silva, que destacou o trabalho da Polícia Militar durante o andamento do julgamento.

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Outros envolvidos já haviam sido condenados

Além de Alyssa e Aleyna, outras cinco pessoas participaram do crime e já haviam sido condenadas pela Justiça:

  • Ana Cláudia da Silva Rosa, apontada como amante de Alyssa e idealizadora do crime: 28 anos, 1 mês e 12 dias de prisão;
  • Luizmar Francisco Neto, responsável por planejar toda a ação: 31 anos e 6 meses de prisão;
  • André Luiz Silva, recrutador dos executores: 24 anos, 11 meses e 27 dias;
  • Edivan Batista Pereira, executor: 41 anos, 6 meses e 27 dias;
  • Laurindo Lucas Gouveia dos Santos, motorista e executor: 26 anos, 5 meses e 13 dias.

Luizmar Francisco Neto foi condenado em março de 2024. Já Ana Cláudia da Silva Rosa, André Luiz Silva, Edivan Batista Pereira e Laurindo Lucas Gouveia dos Santos foram julgados dois meses depois.

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De acordo com o Ministério Público, Luizmar arquitetou o crime, repassou informações sobre a rotina da vítima e forneceu itens utilizados na ação, como chaves da residência, controle do portão e abraçadeiras para imobilização. Ana Cláudia, que mantinha relacionamento com Alyssa, teria participado da idealização do assassinato.

Segundo a acusação, André Luiz Silva foi responsável por fornecer a arma utilizada no crime. Já Edivan Batista Pereira e Laurindo Lucas Gouveia dos Santos executaram a vítima, em uma ação considerada extremamente violenta pelos promotores.

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Crime foi marcado por premeditação e violência

Conforme as investigações conduzidas pelo delegado Marcos Adorno, Luiz Fernando Alves Chaves foi rendido dentro de casa pelos executores, que entraram utilizando controles do portão.

No momento do crime, Alyssa Martins de Carvalho Chaves havia saído com os filhos para a igreja. O casal tinha três filhos — um casal de gêmeos e uma menina.

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A vítima foi levada em sua própria caminhonete até uma área de canavial no município de Uruana, a cerca de 20 quilômetros de Rubiataba, onde foi morta com diversos disparos. O corpo foi encontrado na madrugada do dia seguinte.

O caso ganhou grande repercussão pela frieza e pelo planejamento detalhado, além do envolvimento de pessoas próximas à vítima.

A reportagem do JP, não conseguiu contato com as defesas delas para manifestarem se vão recorrer da decisão. O espaço está aberto.

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