Publicado em
10/01/2022
às 21:33
Rubiataba
A
mulher do dono de um cartório foi indiciada por mandar matar o marido para
ficar com bens do casal e dinheiro de um seguro de vida, em Rubiataba.
Outras seis pessoas também foram responsabilizadas por suspeita de envolvimento
no crime, entre elas, a irmã e a amante da mulher.
O
cartorário Luiz Fernando Alves Chaves, de 40 anos, foi sequestrado em casa,
levado no próprio carro e morto a tiros, no dia 28 de dezembro de 2020. As
investigações foram concluídas na última sexta-feira (7) e, de acordo com o
delegado Marcos Adorno, ao todo, sete pessoas foram indiciadas.
Como
os nomes dos indiciados não foram divulgados, a reportagem não conseguiu
localizar a defesa deles para que se posicionassem até a última atualização desta
matéria.
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Caminhonete de Luiz Fernando Chaves, dono de cartório, foi localizada em Rubiataba, Goiás — Foto: Reprodução/Polícia Civil
Dos
indiciados, seis pessoas estão presas: a esposa do Luiz Fernando, que teria encomendado o crime para ficar com o
seguro de vida, a irmã e amante dela, dois homens apontados como executores e
um terceiro que teria fornecido a arma para o crime.
Dois
deles foram presos um dia após o crime. Segundo a investigação, uma viatura da
Polícia Militar avistou os criminosos dirigindo o carro da vítima próximo
a Carmo do Rio Verde.
Houve perseguição e eles foram detidos. De
acordo com as investigações, há uma sétima pessoa sendo procurada: Luzimar Francisco Neves - suspeito de
ter contratado os executores do crime.
A
reportagem questionou a Polícia Civil por quais crimes cada um dos
indiciados deve responder, mas foi informada que o caso está em segredo de
Justiça e que, por isso, essas informações não podem ser repassadas.
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Suspeito de contratar executores de dono de cartório em Rubiataba é procurado pela polícia — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Crime planejado
O
cartorário foi morto a tiros. Segundo as investigações, os executores tinham os
controles dos portões da casa da vítima e chegaram a pé ao local. A esposa
havia saído com os filhos do casal - gêmeos de 3 anos e um menino de 5 - para a
igreja.
“A
vítima estava estudando para um concurso. Os vizinhos o ouviram falando que não
chamaria a polícia, mas que o preservasse por ser pai de três crianças. A mãe
nunca ia à igreja e, justo naquele dia, inventou essa história para ter
cobertura”, disse o delegado responsável pelas investigações, Marcos Adorno.
Também
de acordo ele, os dois executores amarraram as mãos de Luiz Fernando com um
enforca-gato e o amordaçaram com um pano.
Marcos
disse que os vestígios apontam que um dos homens dirigiu a caminhonete do
próprio cartorário para o local na zona rural onde o corpo foi encontrado,
enquanto o outro foi responsável por matar a vítima a tiros.
A caminhonete e a arma foram encontradas e
apreendidas. Segundo o delegado, na combinação entre os autores, o motorista
receberia R$ 1 mil como pagamento e R$ 300 para combustível, enquanto o
atirador ficaria com a caminhonete roubada durante o crime e mais R$ 5 mil.
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