Publicado em
24/02/2026
às 16:24
Brasil
O delegado Leonardo Sanches, 44 anos, titular da Delegacia da Polícia Civil de Silvânia, ficou 57 dias internado após um acidente na GO-330, entre o município e Leopoldo de Bulhões. Tetraplégico, ele teve alta em 25 de setembro e, em meados de janeiro, recebeu a polilaminina. Ele foi o primeiro goiano a receber o tratamento, ainda em fase de estudos clínicos, após judicializar o caso.
A cirurgia aconteceu no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), em Goiânia. Leonardo segue em tratamento multidisciplinar, especialmente com as terapias que já realizava antes do procedimento.
Vale citar que a substância tem gerado resultados animadores como possível auxílio na regeneração em casos de lesão medular aguda. Atualmente, existe um estudo coordenado pela cientista Tatiana Sampaio, no Rio de Janeiro, e o tema ganhou as redes sociais nos últimos dias. Além do assunto promissor para o ramo da saúde, surgem relatos nas redes sociais com diferentes vídeos que mostram a recuperação de pacientes após o uso da polilaminina.

As análises não estão concluídas e o paciente goiano não faz parte do estudo clínico, como mencionado. Ele, contudo, teve acesso ao tratamento por uma autorização concedida a pacientes com doenças graves, sem outras opções, e assim pôde receber uma terapia experimental. Inicialmente, a família decidiu não revelar a identidade do paciente, mas o nome do delegado foi divulgado posteriormente.
O médico Alan Anderson Fernandes Oliveira, diretor técnico assistencial do Crer, conversou na segunda-feira (23) com o reportagem. Segundo ele, a cirurgia foi bem-sucedida. Ele também explicou sobre a própria substância.
“A polilaminina é comum no corpo, sendo extraída da placenta. Contudo, a grande inovação do estudo feito pelo time da UFRJ é transformá-la em um polímero de canos, cujo prolongamento do neurônio funciona como fio elétrico”, diz e aprofunda: “Quando há um rompimento no trauma, fica um espaço vazio. A polilaminina consegue criar uma conexão para que o axônio cresça e conecte na ponta. Essa é a inovação.” Destaca-se que o axônio é o fio elétrico que liga o cérebro até a extremidade que vai ser estimulada.

Delegado Leonardo Sanches (Foto: reprodução)
Ele revela que, em conversa com os pesquisadores, algo ficou claro: existe o resultado limítrofe e o espetacular. “Nã basta conectar o tubinho, tem que conectar no lugar correto. Se for no errado, o cérebro tem que aprender o caminho. Então, o grande diferencial é o pós operatório.”
“No Crer acompanhamos o desfecho clínico e os chamados desfechos relacionados com paciente. Qualidade de vida, se apresenta melhora da relação sexual, uso da bexiga… Temos equipes multidisciplinar para várias terapias diferente. Uma gama gigante pra reabilitar.” Apesar de não poder dar detalhes, ele afirma que o paciente segue em acompanhamento no Crer e com cuidados adicionais da família, “que é muito dedicada”. “A cirurgia foi bem sucedia, sem intercorrência. Posso dizer que o paciente evoluiu bem.”
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