Publicado em
19/02/2026
às 14:50
Caldas Novas
A conclusão da investigação sobre o homicídio de Daiane Alves é de que o síndico Cléber Rosa atacou a corretora com algum instrumento, retirando a vítima ainda viva de dentro do prédio. Dois disparos foram feitos e atingiram o crânio da corretora. Perícia afirma que os projéteis foram deflagrados, provavelmente, em região de mata.
Os levantamentos periciais indicam que o ataque inicial no subsolo do condomínio teve como objetivo a incapacitação imediata da vítima. O uso de um instrumento contundente permitiu que o agressor dominasse a corretora sem o barulho de disparos de arma de fogo dentro da edificação, o que poderia alertar outros moradores. Daiane foi colocada na caminhonete do síndico ainda com sinais vitais, sendo transportada em estado de vulnerabilidade.

A ossada de Daiane foi localizada a 15 quilômetros do condomínio, em uma área de mata (Divulgação PCGO)
A análise da ossada e dos vestígios encontrados às margens da GO-213 confirmou que a execução final ocorreu em ambiente externo. Os dois disparos na região craniana foram os causadores da morte, realizados após o trajeto de cerca de 15 quilômetros. O fato de os projéteis terem sido deflagrados na mata reforça a tese de premeditação, uma vez que o autor buscou um local onde o som dos tiros não pudesse ser identificado.

Síndico usou objeto para atordoar vítima no prédio e concluiu assassinato em rodovia (Divulgação PCGO)
A ausência de estojos ou vestígios de disparos no subsolo do prédio já havia levado os investigadores a suspeitarem que o homicídio havia sido concluído em outro ponto. A confirmação técnica veio com o cruzamento dos laudos cadavéricos, que apontaram a trajetória dos projéteis e a ausência de reações vitais compatíveis com disparos ocorridos muito tempo antes do descarte.
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