Domingo, 11 de Janeiro

“Jamais vou desistir”: Entre tiques e esperança, mãe busca ajuda para filho com síndrome de Tourette

Publicado em 10/01/2026 às 14:55
Brasil

Andrea Leal Lucena Gomes, mãe do adolescente Nathan Lucena Gomes, de 13 anos, falou com a reportagem do Populacional sobre a rotina de desafios enfrentados pela família após o diagnóstico da síndrome de Tourette.

Moradora de Foz do Iguaçu, no estado do Paraná, Andrea conta que os primeiros sinais surgiram quando o filho tinha apenas 5 anos. Na época, ela o levou para realizar exames médicos, mas os profissionais inicialmente acreditaram se tratar de estereotipia. Somente aos 9 anos, após consulta com outra neurologista, veio o diagnóstico correto: síndrome de Tourette, uma condição neurológica que não tem cura.

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Segundo a mãe, ao longo dos anos diversos medicamentos foram testados, porém nenhum apresentou resultados eficazes. “Os tiques mudam muito. Às vezes ele passa um período com um tipo de tique e, de repente, muda completamente. Tem momentos de pequena tranquilidade, mas logo volta uma enxurrada de tiques”, relata.

Andrea explica que os tiques são intensos, principalmente envolvendo as mãos, e que o filho não consegue ter controle sobre eles. Em alguns episódios, Nathan acaba quebrando portas, se machucando ou ficando extremamente nervoso, o que torna a situação ainda mais dolorosa para a família.

A mãe também revelou que existe a possibilidade de um procedimento cirúrgico realizado por um médico especialista, porém o tratamento envolve riscos e tem um custo elevado, que ultrapassa os R$ 100 mil — valor fora da realidade financeira da família.

Apesar das dificuldades, Nathan frequenta a escola e é considerado um menino inteligente. No entanto, devido à síndrome, ele não consegue escrever. Além disso, o adolescente também apresenta coprolalia, uma condição rara associada à síndrome de Tourette, que provoca a emissão involuntária de palavras ou gestos considerados socialmente inadequados. Em locais públicos, segundo Andrea, as situações costumam ser constrangedoras e dolorosas.

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Mesmo diante de tantas limitações, a mãe afirma que não perde a esperança. “É muito sofrido ver meu filho assim, sem controle da situação, se machucando. Mas eu não vou desistir. Peço ajuda e sigo lutando pela melhora do Nathan”, declarou.

@andreallucenagomes  

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