Publicado em
25/10/2026
às 14:14
Ceres
Na noite da última sexta-feira (23), o tempo pareceu voltar algumas décadas no Hospital Ortopédico de Ceres (HOC). Entre abraços, lembranças e lágrimas, pioneiros da instituição reviveram os primeiros passos de uma história que começou pequena, mas carregava dentro de si um sonho enorme.
O evento, realizado no Espaço Toneline, em Rialma, marcou a celebração dos 50 anos do HOC. Mais do que comemorar uma data, aquela noite foi uma oportunidade de olhar para trás e reconhecer o caminho percorrido.
Há cinco décadas, eram apenas 10 leitos, dois consultórios e um pequeno ambulatório. Não havia grandes estruturas, nem a dimensão que o hospital alcançaria no futuro. Havia, porém, coragem, disposição, trabalho e, acima de tudo, amor pela profissão.
Foi assim que o Dr. Eurípedes de Meneses e o Dr. Moacyr Tyrone Guimarães chegaram a Ceres, em 26 de dezembro de 1975, deixando Goiânia para começar uma nova história.
Ceres os recebeu de braços abertos. E eles, com as próprias mãos e com muita determinação, ajudaram a construir uma história que atravessaria gerações.
Durante a cerimônia, a emoção tomou conta dos pioneiros ao lembrarem daqueles primeiros dias. Ao receber do filho, Dr. Adriano de Meneses, uma placa em homenagem aos 50 anos da instituição, o momento ganhou um significado ainda maior: o passado entregava simbolicamente o legado ao futuro.
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Representando os filhos e a continuidade dessa história, Dr. Eurípedes de Meneses discursou e traduziu em poucas palavras um sentimento difícil de explicar.
“Eu acho que poucas pessoas podem contar nos dedos, com a felicidade que eu e o Moacir tivemos.”
A frase carregava décadas de memórias.
Memórias de quem começou praticamente do nada, enfrentou dificuldades e viu aquele pequeno hospital crescer pouco a pouco. Dos 10 leitos iniciais, vieram 12. Depois, 50 leitos. E, com o passar dos anos, o HOC se transformou em uma referência em ortopedia para Ceres, o Vale do São Patrício e o norte de Goiás.
Ao falar sobre essa trajetória, o Dr. Moacyr Tyrone Guimarães também não conseguiu esconder a emoção.
Com a voz carregada de lembranças, agradeceu a todos que fizeram parte daquela caminhada e destacou a importância de celebrar aquele momento tão especial.
Ele recordou que ele e Eurípedes deixaram Goiânia e aceitaram o desafio de construir uma nova história em Ceres. Naquele começo, o HOC tinha uma estrutura modesta, mas o sonho era grande.
“Com muita luta, com muito trabalho, nós vencemos essa fase.”
Talvez seja justamente essa a essência dos 50 anos do Hospital Ortopédico de Ceres: vencer fases.
Vencer quando havia apenas 10 leitos.
Vencer quando os recursos eram poucos.
Vencer quando tudo ainda era um sonho.
Vencer através do trabalho, da dedicação e da confiança de cada paciente que passou por aquelas portas.
E, principalmente, vencer o tempo.
Porque algumas histórias não terminam com aqueles que as começaram. Elas continuam.
Continuam nos filhos que escolheram seguir os passos dos pais. Continuam nos profissionais que diariamente dedicam suas vidas ao cuidado de outras pessoas. Continuam em cada paciente atendido e em cada família que encontrou no HOC esperança, acolhimento e tratamento.
Hoje, o hospital carrega não apenas uma estrutura muito maior do que aquela de 1975, mas também uma história construída por muitas mãos.
A nova geração representa a continuidade desse legado, ao lado da administração do atual CEO, Dr. Renato Tavares Daher.
E talvez o maior significado daquela noite tenha sido justamente esse: perceber que aqueles 10 leitos de 50 anos atrás não eram apenas 10 leitos.
Eram o começo de um sonho.
Um sonho que cresceu, atravessou gerações e se transformou em uma instituição que hoje faz parte da história de Ceres e de milhares de pessoas que passaram pelo Hospital Ortopédico ao longo dessas cinco décadas.
50 anos depois, o HOC não celebra apenas o tempo que passou. Celebra as pessoas que fizeram esse tempo valer a pena.
E, naquela noite, entre lágrimas e aplausos, ficou a certeza de que algumas histórias são tão grandes que não cabem em uma placa, em uma fotografia ou em uma comemoração.
Elas permanecem vivas na memória.
Porque o HOC cresceu. Mas a essência daqueles primeiros dias continua presente: coragem para começar, força para continuar e amor para deixar um legado.
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