Sábado, 10 de Outubro

Faculdades de Medicina se espalham pelo interior, mas mercado de trabalho acende alerta, conseguir trabalho já é um desafio

Publicado em 10/10/2026 às 12:21
Brasil

Os dados da Demografia Médica 2025 revelam quem são, de fato, os estudantes de Medicina no Brasil: sua distribuição de gênero, raça, origem escolar, faixa etária e condições socioeconômicas. Esses perfis mostram como políticas de inclusão e o avanço dos cursos — principalmente fora dos grandes centros — têm reconfigurado a formação médica no país.

Quantos estudantes de Medicina existem no Brasil atualmente?

Em 2025, o Brasil contabiliza 397.527 estudantes matriculados em cursos de graduação em Medicina, distribuídos entre 412 instituições públicas e privadas.

Esse número representa um aumento de 35% em relação a 2015, quando havia cerca de 294.500 alunos, reflexo direto da abertura de 341 novos cursos na última década.

A concentração regional desse corpo discente segue o padrão de distribuição das vagas: o Sudeste abriga cerca de 52% dos estudantes (207.000), seguido pelo Nordeste com 18% (71.500), Sul com 15% (59.600), Centro-Oeste com 8% (31.800) e Norte com 7% (28.627).

Um momento importante para a valorização da nossa educação!

Expansão e interiorização dos cursos de Medicina no Brasil

Entre 2000 e 2025, o número de cursos de Medicina saltou de 71 para 412, uma expansão de 480%. A interiorização desse processo é marcante: em 2010, apenas 20% das vagas estavam em municípios não capitais. Em 2025, essa proporção subiu para 53%, respondendo à demanda de regiões historicamente carentes de profissionais, que não é o caso de Ceres -GO, que hoje é até desafiador de arrumar uma vaga de trabalho, e quando consegue, o ganho é baixo em relação ao investimento que é extremante alto em uma faculdade de medicina.

Os estados que mais criaram novos cursos na última década foram Pará (16), Bahia (14), Maranhão (12), São Paulo (10) e Minas Gerais (8). Hoje, está muito pulverizado as faculdades de medicina, algo que não era comum, hoje se tornou comum.

Essa descentralização amplia a oferta de médicos em áreas remotas e favorece a fixação desses profissionais junto ao SUS, sobretudo em estratégias de Medicina de Família e Comunidade.

 

Um momento especial que marcou a educação de Rialma

No Sisu, o curso de Inteligência Artificial da UFG registrou uma nota de corte de 811,01 pontos em 2025 e saltou para 849,74 pontos em 2026, ultrapassando a Medicina (que ficou em 798,15 pontos em 2025). 

O Sudeste concentra a maioria dos estudantes, com cerca de 52% do total, seguido pelo Nordeste (18%), Sul (15%), Centro-Oeste (8%) e Norte (7%).

Outro destaque é a interiorização do ensino médico. Em 2025, 53% das vagas estavam em municípios fora das capitais, ampliando o acesso à formação em regiões que historicamente enfrentam dificuldades para atrair profissionais de saúde.

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