Publicado em
01/08/2026
às 14:57
Brasil
MESMO COM A ARRECADAÇÃO ALTÍSSIMA, A CONTA NAO FECHA:
Mesmo com a arrecadação de impostos em níveis recordes, as contas do governo federal continuam apresentando desequilíbrio, com despesas superiores às receitas. Uma das consequências desse cenário é o crescimento da dívida pública, que ultrapassou a marca de R$ 9,2 trilhões no último mês.
A dívida pública federal reúne todos os compromissos financeiros assumidos pelo governo. Quando a arrecadação com impostos não é suficiente para cobrir os gastos, a União recorre ao mercado financeiro por meio da emissão de títulos do Tesouro Nacional, utilizados para financiar despesas como salários do funcionalismo público, Previdência Social, programas sociais e outros compromissos obrigatórios.
De acordo com projeções do Tesouro Nacional, o endividamento deve continuar avançando até o final do ano e pode chegar a R$ 10,3 trilhões.
O governo federal encerrou o primeiro semestre com um déficit de R$ 92 bilhões, considerado o segundo pior resultado para o período desde 1997. Apenas no mês de junho, o rombo nas contas públicas alcançou R$ 48 bilhões.
O déficit acontece quando os gastos do governo superam a arrecadação, indicando que o país precisa buscar novas formas de financiamento para manter o funcionamento da máquina pública.
Reportagem: TV Globo
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