Publicado em
13/05/2026
às 10:38
Em Goiás
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que o Brasil enfrenta um cenário de falta de planejamento e de políticas estruturantes voltadas ao desenvolvimento de longo prazo. Durante participação no podcast Pod Pec, na última segunda-feira (11/5), ele defendeu que o país precisa de “um governo que pensa”.
“O Brasil não soube fazer políticas estruturantes pensando no longo prazo. Falta um governo que pensa. Com o PT governando, o que temos é a briga se foi golpe, se não foi golpe. E o que o Brasil quer nesse momento é política de resultado, de entregas para a população. Não se governa brigando, se governa construindo. Isso que eu fiz em Goiás”, declarou.
Na entrevista, Caiado voltou a criticar a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o Partido dos Trabalhadores sempre foi adversário da agropecuária brasileira. Ele também responsabilizou o governo federal pelo endividamento de diferentes setores da economia.
Segundo o ex-governador, a atual gestão “quebrou todos os segmentos produtivos do país”, citando como exemplo prestadores de serviço, indústria, comércio, renda familiar e a própria agropecuária. “O governo estimulou a gastança, depois elevou a taxa de juros. Isso provoca uma incapacidade de poder pagar”, afirmou.
Ao falar sobre políticas públicas voltadas ao setor produtivo, Caiado mencionou como referência o período do ex-presidente Ernesto Geisel, destacando a criação do Proálcool, em 1975. Para ele, o país deixou de investir em alternativas energéticas, apesar de possuir matéria-prima suficiente para se tornar líder mundial em combustíveis renováveis.
O pré-candidato também criticou o programa Desenrola, criado pelo governo federal para renegociação de dívidas. “Ora, quem enrolou o povo não foi você? [disse direcionado ao presidente] Agora você quer desenrolar o que você enrolou? Essa é a realidade”, disse, ao defender que a política de crescimento do país depende diretamente da condução adotda pelo presidente da República.
Caiado ainda acusou Lula de agir como “advogado de defesa das facções criminosas” ao comentar posicionamentos do governo sobre organizações criminosas e voltou a citar ações desenvolvidas em Goiás na área de terras raras. Segundo ele, o estado avançou no tema antes de o assunto ganhar destaque nacional.
Por fim, destacou resultados de sua gestão na segurança pública goiana e no incentivo à pesquisa e à inovação. De acordo com Caiado, Goiás fez “o dever de casa”, enquanto, na avaliação dele, o Brasil enfrenta aumento da carga tributária, atualmente em 34,2%.
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