Publicado em
08/05/2026
às 20:40
Crixás
Uma denúncia envolvendo a Câmara Municipal de Crixás levanta questionamentos sobre a gestão de pessoal e possíveis privilégios dentro do Legislativo local. O relato partiu de uma servidora do próprio órgão, que preferiu não se identificar.
De acordo com a denunciante, o número elevado de funcionários teria levado a Casa de Leis a adotar um funcionamento estendido, operando por cerca de 11 horas ininterruptas diariamente, com divisão de equipes em turnos de seis horas para acomodar todos os servidores.
Ainda segundo a servidora, o caso já foi levado ao Ministério Público, mas a suposta demora na apuração estaria contribuindo para o agravamento da situação. Há também críticas em relação a benefícios concedidos aos vereadores, como um vale-alimentação no valor de R$ 1.500, enquanto outros servidores afirmam não receber o mesmo auxílio.
O relato aponta ainda que dois funcionários comissionados teriam sido exonerados após se posicionarem junto a colegas na cobrança por direitos, o que é interpretado como possível retaliação. Além disso, há denúncias de que alguns servidores estariam apenas registrando presença sem cumprir integralmente a carga horária, mesmo recebendo salários considerados elevados.
Outro ponto levantado é a existência de um possível auxílio-saúde destinado aos vereadores. A denunciante, no entanto, afirma não ter confirmação sobre o benefício, mas defende que a situação seja devidamente apurada pelos órgãos competentes.
A reportagem do JP, solicitou uma manifestação do órgão, até o momento, não houve posicionamento oficial da Câmara Municipal de Crixás sobre as acusações. O espaço permanece aberto.
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