Quarta-feira, 24 de Abril

Padrasto é denunciado pelo MP por torturar e matar bebê em Rio Verde

Publicado em 18/09/2020 às 09:33
Em Goiás

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) denunciou, na quinta-feira (17), o padrasto do bebê de 1 ano e 8 meses que foi morto no último dia 31 de agosto em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. Segundo as investigações, o denunciado agrediu o neném até a morte e já havia batido na criança antes. As apurações indicaram ainda que a mãe sabia das agressões.

 

Segundo o promotor de Justiça responsável pelo caso, Thiago Galindo Placheski, o padrasto foi denunciado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual. Já a mãe do bebê foi denunciada por omissão de tortura.

 

O homem está preso e a mulher responde em liberdade, sendo monitorada por tornozeleira eletrônica.

 

De acordo com a TV Anhanguera, a defesa da mãe informou que só vai se posicionar sobre o caso quando tiver acesso à denúncia.

 

O promotor explicou que deve pedir que a Justiça leve os denunciados a júri popular para serem julgados. Segundo ele, a violência do padrasto contra o enteado chama muito a atenção.

 

“[...] A violência com que foi praticada as agressões, de forma a causar um traumatismo no abdômen da criança, levou a uma hemorragia e a levou à morte”, detalhou.

 

 

Crime

 

O bebê foi morto no último dia 31 de agosto. Segundo a denúncia, o padrasto da vítima confessou ter agredido o enteado com chineladas e as mãos. Em uma gravação, o jovem chegou a dizer que deu um banho no garoto para tentar reanimá-lo.

 

A denúncia também explica que o padrasto deu uma faxina em casa para tentar se livrar de possíveis evidências e chamou o socorro na tentativa de simular uma morte acidental. Consta nos registros policiais que o homem apresentou algumas versões controversas, mas depois confessou o crime, dando detalhes das agressões com as mãos e com chinelos.

 

Agressões recorrentes

 

As investigações da Polícia Civil, chefiadas à época pelo delegado Danilo Fabiano Carvalho, apontaram que o bebê já havia sido agredido outras vezes pelo padrasto.

 

Segundo as apurações, a mãe tinha conhecimento dessas atitudes violentas do companheiro para com o filho, mas não agiu no sentido de separá-los - por isso ela também foi denunciada.

 

Durante as apurações policiais, uma vizinha relatou já ter ouvido o neném ser agredido.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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