Publicado em
01/06/2026
às 16:55
Rialma
Após inúmeras discussões e questionamentos nas redes sociais das condições da ponte sobre o Rio das Almas, na BR-153, entre o Jardim Paulista e Rialma, a reportagem do Populacional ouviu o engenheiro civil José Camelo, profissional com mais de 40 anos de experiência na área, para esclarecer as dúvidas da população.
Segundo o engenheiro, não existe qualquer risco iminente de colapso da estrutura. Camelo explicou que a ponte foi construída utilizando a tecnologia do concreto protendido, um sistema amplamente empregado em obras de grande porte devido à sua resistência e durabilidade.
De acordo com ele, o concreto protendido utiliza cabos de aço de alta resistência, conhecidos como cordoalhas, que são tensionados e ancorados no concreto. Esse processo cria uma compressão prévia na estrutura, neutralizando os esforços de tração e reduzindo significativamente a possibilidade de fissuras quando a ponte recebe o peso dos veículos.
José Camelo também esclareceu uma das principais dúvidas levantadas pela população: a existência das juntas de dilatação. Segundo ele, é absolutamente normal que uma ponte do porte da existente em Jardim Paulista possua esse tipo de dispositivo.
“As juntas de dilatação fazem parte do projeto estrutural e são necessárias para permitir a movimentação natural da ponte provocada por variações de temperatura e pela própria movimentação da estrutura”, explicou.
Com vasta experiência na fiscalização e acompanhamento de obras públicas, Camelo atuou durante anos na antiga Agência Goiana de Transportes e Obras (AGETOP), atual GOINFRA. Por essa razão, afirma ter conhecimento técnico para avaliar esse tipo de estrutura.
Durante a entrevista, o engenheiro também comentou sobre comparações feitas por algumas pessoas com a ponte do Estreito, localizada entre os estados do Maranhão e Tocantins. Segundo ele, trata-se de situações completamente diferentes.
“Lá havia uma realidade distinta, envolvendo questões relacionadas à manutenção e conservação ao longo dos anos. Não é correto comparar os dois casos”, destacou.
A ponte do Jardim Paulista, cuja construção original remonta à década de 1960, passou por uma reforma emergencial em janeiro de 2018, após um longo período sem intervenções significativas de manutenção.
Para José Camelo, a estrutura encontra-se em condições adequadas de uso e não há motivo para preocupação por parte dos motoristas.
Ele ressaltou ainda que a Ecovias Araguaia, concessionária responsável pela administração do trecho da BR-153, realiza acompanhamento e fiscalização da rodovia. Segundo o engenheiro, o fato de a ponte permanecer liberada para o tráfego demonstra que a estrutura atende aos requisitos de segurança exigidos pelos órgãos competentes.
Ao final da entrevista, Camelo foi categórico ao afirmar que os usuários podem trafegar pela ponte com tranquilidade.
“Pela minha experiência na engenharia civil e na fiscalização de obras, não vejo nenhum perigo na estrutura. A população pode passar pela ponte sem medo”, concluiu.
Os comentários não expressam a opinião do Jornal Populacional e são de exclusiva responsabilidade do autor.