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Quarta-Feira, 13 de Novembro de 2019

Major Rhevysson, faz homenagem a 3ª sargento Euvânia na missa de 7º dia

Publicado em 29/01/2018 às 09:24

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Homenagem feita hoje pelo Major Rhevysson (Comandante do Quartel de Bombeiros de Ceres) a querida e inesquecível Euvânia, na missa de sétimo dia.

 

Digo eu aos meus colaboradores, e no quartel dizemos, subordinados, que não faço juízo de valores sobre o que me falam deles. Tão pouco sobre suas ações, evito tentar tirar conclusões precipitadas, pois digo que 50% do que vejo pode ser real e 100% do que escuto sobre eles verdadeiramente tem chance de estar errado.

 

Porquê? Porque não podemos julgar as pessoas pelo que nos chega aos ouvidos, tão pouco por suas isoladas atitudes. Somos enquanto seres, muito, mas muito mais do que as pessoas ‘acham’ que realmente somos! 

 

A nossa versão de alguém tem chance de ser bastante errada se julgarmos com nossos olhares.

 

Mas aqui, hoje, me atrevo a, não julgar, mas lembrar um pouco do que a 3 º Sargento Euvânia Aparecida Caixeta, foi nessa passagem na Terra.

 

Nascida em Orizona-GO, seu Pai: Rubens Amaro Caixeta e sua Mãe: Maria da Conceição pinheiro Caixeta, certamente tiveram o privilégio de educá-la e ensiná-la. E deve ter funcionado pois, disciplinada e educada, Euvânia se mostrava diariamente.

 

Dedicada e vaidosa, certamente se assistia nos seu dia adia, pois além de curso superior carregava o segundo número de seu curso de formação.

 

Comprometida, ela tinha mais de 40 cursos de especialização em seu Curriculum.

 

Com garbo militar, desde 06/04/2004, carregava suas medalhas no peito e suas três promoções já conquistadas nestes quase 14 anos de militar do CBMGO.

 

Com alegria, entusiasmo, vigor, esmero, presteza, dedicação, proatividade, carregava em sua ficha elogios que a adjetivavam.

 

Em sua carreira passou por três Unidades, 3º BBM (Anápolis), CAEBM (Goiânia) e CIBM(Ceres), onde plantou profissionalismo e amigos.

 

Em sua vida, conquistou o matrimônio (Antônio Carlos) e, como diz meu pai, dois diplomas (Thais e Henrique).

 

Claro que não se resume a isso! E não me sinto tão capaz de trazer à tona todas as lembranças dela e o que realmente significava a todos. Isso, cada um o fará ao seu jeito, ao seu modo.

 

De toda forma sei que entendemos que as pessoas são significantes para nós na medida em que dedicamos tempo à elas. E fato, a qualidade de dedicação do tempo talvez seja mais importante que a própria quantidade de tempo dedicado. E isso os familiares e em especial o Tenente Carlos o fez nesses últimos 2 anos.

 

Sei que invariavelmente fazer silêncio não significa ficar quieto, e o contrário também se faz verdade. E que ações não viram necessariamente resultados, mas que resultados bons vem sempre de ações boas.

 

Willian Shakespeare, me ensinou que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se deseja tornar, e que o tempo é curto; que não importa até o ponto onde já chegamos, mas para onde estamos, de fato, indo – mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar servirá.

 

Ele, agora retificado por Euvânia, ensinaram que as pessoas com quem você se importa na vida são tomadas de você muito cedo, ou muito depressa. Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que verdadeiramente amamos com palavras brandas, amorosas, pois cada instante que passa carrega a possibilidade de ser a última vez que as veremos.

 

Parafraseando o Papa Francisco, os rios não bebem da própria água, as árvores não comem do próprio fruto, o sol não brilha para si mesmo, e as flores não perfumam para si próprias; servir é uma regra da natureza; e ser feliz é muito bom, mas fazer feliz os que nos rodeiam é muito melhor. E certamente a nossa amiga Euvânia, nos fez muito felizes com sua presença, cada um ao seu modo.

 

Major Rhevysson Martins de Oliveira Brito (Comandante do Quartel de Bombeiros de Ceres)

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