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MINERADORA VAI PRODUZIR TERRAS RARAS EM MINAÇU

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Empresa Serra Verde, pertencente ao Grupo Mining Ventures Brasil (MVB), vai investir em Minaçu R$ 1,2 bilhão na construção de uma planta destinada à exploração de 17 elementos químicos utilizados na fabricação de computadores, tablets, smartphones, automóveis, lasers, componentes para a aviação e turbinas eólicas, entre diversas outras aplicações; protocolo de intenções prevê início das operações em 2016

O governador Marconi Perillo assinou nesta terça-feira, 2, protocolo de intenções com a Mineradora Serra Verde, empresa do Grupo Mining Ventures Brasil (MVB), para a construção de uma planta destinada à exploração de terras raras – conjuntos de elementos químicos utilizados em diversos ramos industriais – na cidade de Minaçu, no Norte do Estado. O protocolo prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão em 10 anos.

Prevê ainda que a empresa fará investimentos entre R$ 300 milhões e R$ 600 milhões para instalar uma unidade de extração e beneficiamento, que produzirá concentrado de terras raras para os mercados nacional e internacional, a partir dos minérios encontrados no local. Na fase de construção do parque industrial, ainda este ano, a previsão é de geração de 1.000 a 1.500 empregos e 3.000 quando a empresa entrar em operação, em operação em 2016.

Aos dar as boas vindas aos investidores, o governador Marconi Perillo disse que a instalação da Serra Verde em Minaçu tem um significado especial, muito maior que a abertura de uma empresa. Segundo ele, todos os compromissos firmados pelo Governo de Goiás, no protocolo de intenções, serão cumpridos. “Goiás terá um produto mineral compatível com o que há de melhor no mundo”, enfatizou.

Participaram da solenidade de assinatura do protocolo de intenções com a Serra Verde os secretários Vilmar Rocha (Casa Civil), Alexandre Baldy (Indústria e Comércio) e Leonardo Vilela (Meio Ambiente), o deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB), o vice-presidente da Assembleia Legislativa, Hélio de Sousa (DEM), os diretores da empresa Andreas Sprecher e Paulo de Tarso Serpa Fagundes, o prefeito de Minaçu, Maurides Rodrigues, e os 13 vereadores da cidade.

Terras raras

Em função dos constantes avanços tecnológicos, a demanda por terras raras é cada vez mais presente nos dias atuais. No setor automotivo, por exemplo, os acessórios, em sua maioria, são fabricados com o uso de minérios raros: tela de LCD (Eurápio e Cério), pó de polimento para vidros e espelhos (Cério), vidro de proteção solar (Cério), combustível aditivado e bateria híbrida NiMH (Cério e Lantânio), catalisador (Cério, Zircônio e Lantânio), motores elétricos (ímãs de Neodímio), gerador e motor elétrico híbrido (Neodímio, Praseodímio, Disprósio e Térbio).

O termo terras raras, apesar da denominação, se deve à dificuldade de separação dos elementos químicos – são minerais utilizados nos mais variados setores, entre os quais na fabricação de vidro, cerâmica, computadores, tablets, smartphones e automóveis. Além disso, são encontrados em produtos de alta tecnologia, como supercondutores, lasers, componentes para a aviação, magnetos, veículos híbridos e turbinas eólicas.

Os 17 elementos químicos das terras raras têm em comum o fato de apresentarem altos níveis de resistência ao calor, eficiência energética e leveza. Como não existem materiais alternativos com qualidades próximas, a demanda por esses insumos cresce a cada dia. Estima-se que o mercado mundial consuma atualmente 150 mil toneladas por ano de terras raras, em valores próximos a US$ 5 bilhões.

Do Brasil 247 

 

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